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Exame de audição em crianças com autismo (TEA): quais fazer e como é o atendimento

Fonoaudiólogas do INAB com fone de exame auditivo ao lado dos equipamentos de avaliação

Quando há suspeita de autismo, a família recebe uma lista de avaliações: neuropediatra, psicólogo, fonoaudiólogo de linguagem, terapeuta ocupacional. Em quase todas essas listas aparece também o exame de audição, e ele não está ali por formalidade.

Não responder pelo nome, não olhar quando chamado e atraso na fala são comportamentos que aparecem tanto no Transtorno do Espectro Autista quanto na perda auditiva. Antes de atribuir esses sinais ao TEA, é preciso confirmar que a criança está ouvindo.

Neste artigo explicamos por que a avaliação auditiva é necessária, quais exames funcionam mesmo quando a criança não colabora e como se preparar para o dia do exame.

Avaliação auditiva para crianças com TEA em Águas Claras. Agende sua consulta!

Por que avaliar a audição na investigação do TEA

A avaliação auditiva tem dois papéis. O primeiro é diferencial: uma criança com perda auditiva pode parecer desconectada simplesmente porque não ouve bem o que acontece ao redor. O segundo é complementar: autismo e perda auditiva podem coexistir, e uma não exclui a outra.

Importante: o fonoaudiólogo audiologista avalia a audição, não diagnostica autismo. O diagnóstico de TEA é clínico e feito pela equipe médica e multidisciplinar. O laudo auditivo é uma das peças que essa equipe usa para fechar a avaliação com segurança.

Exames que não dependem da resposta da criança

Muitas crianças com suspeita de TEA ainda não conseguem participar de uma audiometria tradicional, que exige levantar a mão ou fazer um gesto a cada som. Por isso a avaliação se apoia em exames objetivos:

Hipersensibilidade auditiva: quando o som incomoda

Muitas crianças no espectro tapam os ouvidos com barulho de liquidificador, secador ou festa de aniversário. Essa hipersensibilidade não significa que a criança ouve “mais”; ela reflete a forma como o cérebro processa e tolera os estímulos sonoros.

Ainda assim, o exame auditivo continua necessário, porque hipersensibilidade e perda auditiva podem coexistir. Em crianças maiores, a partir dos 7 anos, a investigação pode incluir o exame de Processamento Auditivo Central, que mostra como o cérebro está lidando com a informação sonora.

Como preparar a criança para o dia do exame

Cada criança tem suas particularidades, e quem melhor as conhece é a família. Algumas medidas costumam ajudar:

O que acontece depois do exame

Com o resultado em mãos, a família leva à equipe que acompanha a criança uma resposta objetiva: a audição está ou não adequada para o desenvolvimento da linguagem. Se estiver normal, a investigação do TEA segue sem essa dúvida pendente, o que torna as demais avaliações mais confiáveis.

Se houver alteração, o laudo descreve o tipo e o grau da perda e orienta o encaminhamento ao otorrinolaringologista. Tratar uma perda auditiva, por exemplo uma otite com líquido persistente, pode melhorar a interação e a resposta às terapias. Em qualquer cenário, a explicação do resultado é feita com calma, para que os pais entendam o que ele significa no dia a dia.

Como agendar em Águas Claras

O INAB fica na Rua das Paineiras, 3, Bloco A, sala 409, Edifício Cosmopolitan, em Águas Claras, com acesso pela EPTG, pelo Pistão Sul e pelo Metrô-DF. Atendemos de segunda a sábado, das 9h às 17h, exclusivamente em caráter particular, sem necessidade de pedido médico.

Para quem está no meio de uma investigação de TEA, esperar meses por um exame auditivo atrasa todo o restante. Fale com a equipe pelo WhatsApp, conte a idade e as características da criança, e organizamos os exames indicados, combinando-os na mesma visita quando possível. Saiba mais na página de BERA em Águas Claras.

Perguntas frequentes

Toda criança com suspeita de autismo precisa fazer exame de audição?

Sim, é parte da investigação. Comportamentos como não responder pelo nome e atraso na fala também aparecem na perda auditiva, e por isso a audição precisa ser confirmada.

Sim. BERA e emissões otoacústicas não dependem de resposta da criança. O BERA é feito de preferência com a criança dormindo.

Não. O exame avalia a audição. O diagnóstico de TEA é clínico e feito pela equipe médica e multidisciplinar, que usa o laudo auditivo como uma das peças da avaliação.

Normalmente é hipersensibilidade, relacionada à forma como o cérebro processa os sons. Ela pode coexistir com perda auditiva, e só os exames esclarecem.

Não. O exame é realizado e laudado pelo fonoaudiólogo. Encaminhamentos e relatórios da equipe que acompanha a criança são bem-vindos.

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Fontes e referências

Avaliação auditiva para crianças com TEA em Águas Claras. Agende sua consulta!

INAB - Instituto de Neuroaudiologia Brasília
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