P300

SOBRE O EXAME

Muito além de fazer um exame de audição

O P300 é um potencial cognitivo que analisa a estratégia que o cérebro usa para manter a atenção em tarefas auditivas

No INAB, realizamos o exame de P300 com uma abordagem neuroaudiológica especializada. Vamos além do simples registro das ondas cerebrais, interpretando como o seu cérebro processa, classifica e responde aos estímulos sonoros relevantes. Este exame oferece uma janela única para a cognição auditiva, essencial para investigar transtornos do processamento auditivo central e diferenciá-los de outras condições.

INAB - Instituto de Neuroaudiologia Brasília - P300

Por que realizar o P300 no INAB?

Público-alvo e idade mínima:

Vantagens e benefícios

Indicado para:

Perguntas frequentes

Precisa responder durante o exame?

Sim. O paciente deve identificar estímulos sonoros.

 Não. É indolor.

Em média, 40 minutos.

Sim, a partir dos 7 anos de idade desde que compreendam as instruções.

No INAB, o P300 não é apenas um exame; é um mapa da sua cognição auditiva. Através dele, identificamos como o cérebro interpreta o mundo sonoro, fornecendo dados objetivos para um plano de intervenção personalizado e eficaz. Entenda a raiz da sua dificuldade de escuta ativa.

Latência e amplitude: os dois números do P300

O traçado do P300 entrega dois parâmetros, e cada um responde a uma pergunta clínica diferente:

O paradigma oddball

O protocolo clássico do P300 apresenta uma sequência de sons repetitivos — o estímulo frequente — intercalada, de forma imprevisível, por um som diferente, o estímulo raro. A tarefa do paciente é identificar o som raro.

A onda analisada só emerge quando o cérebro discrimina o estímulo, reconhece que ele é relevante e atualiza a memória de trabalho. Ou seja: o P300 não mede se você ouviu — mede o custo cognitivo de você ter percebido que aquilo importava. É essa característica que o torna útil onde os testes comportamentais dependem demais da colaboração do paciente naquele dia.

Aplicações em adultos e idosos

Em adultos, o P300 é indicado quando a queixa cognitiva tem componente auditivo e precisa ser objetivada:

Preparo: por que o cansaço muda o resultado

O P300 é o exame mais sensível ao estado do paciente, porque mede exatamente aquilo que o cansaço degrada. Um traçado obtido em alguém que dormiu quatro horas não representa a capacidade real daquela pessoa.

Por isso: durma bem na véspera, evite excesso de cafeína e lave o cabelo sem creme ou óleo, o que melhora o contato dos eletrodos. Informe na anamnese todos os medicamentos de uso contínuo — alguns psicotrópicos afetam latência e amplitude, e essa informação precisa constar do laudo para que a interpretação seja correta. Nenhuma medicação deve ser suspensa sem autorização do médico prescritor.

Outras dúvidas sobre o exame P300

O P300 diagnostica TDAH?

Não isoladamente. Nenhum exame auditivo fecha o diagnóstico de TDAH, que é clínico e multiprofissional. O P300 fornece evidência objetiva de atenção auditiva e velocidade de processamento, contribuindo no diagnóstico diferencial com o TPAC.

O PEATE registra a via auditiva até o tronco encefálico nos primeiros milissegundos e não exige participação. O P300 registra a resposta cortical por volta dos 300 ms e exige que o paciente esteja acordado e atento à tarefa.

Não por si só. A latência aumenta naturalmente com a idade, e a comparação é sempre com valores de referência da faixa etária. O achado só ganha significado quando integrado ao quadro clínico e aos demais exames.

Alguns psicotrópicos podem afetar latência e amplitude. Informe todos os medicamentos em uso na anamnese para que constem do laudo. Nunca suspenda medicação por conta própria.

P300 por região

Fontes e referências

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