Emissões Otoacústicas (EOA)

SOBRE O EXAME

Muito além de fazer um exame de audição

As emissões otoacústicas avaliam o funcionamento das células ciliadas da cóclea. É muito utilizado na triagem auditiva neonatal.

No INAB, realizamos o exame de Emissões Otoacústicas com a precisão e o cuidado que a saúde auditiva exige. Este teste é fundamental para uma avaliação objetiva e não invasiva da porção mais delicada do ouvido interno, sendo essencial não só para recém-nascidos, mas também para crianças e adultos, em casos de monitoramento auditivo e investigação de perdas súbitas ou zumbidos.

INAB - Instituto de Neuroaudiologia Brasília - Emissão otoacústica

Por que realizar as Emissões Otoacústicas no INAB?

Vantagens e benefícios

Indicado para:

Perguntas frequentes

O bebê precisa estar acordado?

Não. O exame pode ser feito durante o sono.

Aproximadamente 5 minutos.

Não, é totalmente indolor.

Sim, quando indicado pelo fonoaudiólogo.

No INAB, acreditamos que ouvir bem começa com um diagnóstico preciso e precoce. As Emissões Otoacústicas são um dos pilares para garantir a saúde auditiva por toda a vida. Confie essa missão aos nossos especialistas.

EOA Transientes e Produto de Distorção

Existem duas modalidades de emissões otoacústicas, escolhidas conforme a pergunta clínica:

Por que as EOA detectam alterações antes do audiograma

A cóclea tem dois tipos de células ciliadas. As internas transmitem a informação ao nervo auditivo; as externas funcionam como um amplificador biológico, refinando a sensibilidade e a seletividade de frequência. São essas últimas que geram as emissões otoacústicas.

Acontece que as células ciliadas externas são também as mais vulneráveis — elas se lesionam primeiro. Enquanto a perda ainda é insuficiente para deslocar os limiares no audiograma, a resposta otoacústica já reduziu ou desapareceu. Essa janela é o que torna o exame indispensável no monitoramento de pacientes em uso de medicamentos ototóxicos e de profissionais expostos a ruído ocupacional.

A interpretação depende do contexto

Uma emissão ausente informa que o som não completou o percurso de ida e volta. Ela não informa por quê. Interpretar isso exige o conjunto dos exames — e é aí que um laudo se diferencia de um resultado automático de aparelho:

O prazo do teste da orelhinha

A Lei nº 12.303/2010 tornou obrigatória e gratuita a realização das emissões otoacústicas evocadas em todos os hospitais e maternidades brasileiras. Mas a lei garante o exame, não o seguimento — e é no seguimento que os casos se perdem.

O protocolo recomendado pelo Ministério da Saúde organiza-se em três marcos: triagem até 1 mês, diagnóstico concluído até 3 meses e intervenção iniciada até 6 meses. Cumprir esse cronograma é o que preserva a janela de desenvolvimento da linguagem. Por isso, casos de reteste têm prioridade de agenda no INAB.

Outras dúvidas sobre as Emissões Otoacústicas

Meu bebê “falhou” no teste. É surdez?

Não necessariamente. Resíduo de vérnix no conduto, líquido na orelha média ou ruído ambiente podem gerar falha sem lesão auditiva. O passo correto é repetir o exame em até 30 dias e, se persistir, seguir para PEATE/BERA.

Não. Elas avaliam objetivamente a cóclea, mas não medem limiares auditivos. Quando o paciente já colabora, a audiometria complementa a investigação.

A EOAT usa estímulo clique e dá resposta global, ideal para triagem. A EOAPD usa dois tons simultâneos e avalia frequências específicas, sendo preferida em monitoramento por cobrir melhor as frequências altas.

O intervalo é definido junto à equipe oncológica e ao protocolo do medicamento em uso. O essencial é ter um exame de base antes do início do tratamento, para que as comparações posteriores tenham referência.

Emissões Otoacústicas por região

Fontes e referências

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