Exame P300 em Brasília
Transformar “ele é desatento” em um dado eletrofisiológico
O exame P300 em Brasília é realizado no INAB — Instituto de Neuroaudiologia de Brasília, unidade em Águas Claras, Região Administrativa do DF. É um potencial evocado de longa latência: enquanto o PEATE registra a via até o tronco encefálico nos primeiros dez milissegundos, o P300 captura o que o córtex faz por volta dos trezentos.
Esse intervalo é justamente onde mora a cognição auditiva. A onda P300 só emerge quando o cérebro discrimina um estímulo, reconhece que ele é relevante e atualiza a memória de trabalho. Medir sua latência e sua amplitude é medir, de forma objetiva, o custo cognitivo que aquela pessoa paga para prestar atenção ao som.
O que latência e amplitude revelam
O traçado do P300 entrega dois números, e cada um responde a uma pergunta clínica diferente:
- Latência — o tempo, em milissegundos, entre o estímulo e o pico da onda. Reflete a velocidade de classificação do estímulo. Latência prolongada sugere lentificação do processamento cognitivo.
- Amplitude — a magnitude da resposta, em microvolts. Reflete quanto recurso atencional foi alocado. Amplitude reduzida indica menor engajamento na tarefa.
- Efeito da idade — a latência aumenta progressivamente ao longo da vida adulta; por isso a comparação é sempre com valores de referência ajustados por faixa etária.
- Simetria hemisférica — diferenças relevantes entre os lados são registradas e investigadas.
- Reprodutibilidade — o registro é repetido para confirmar que a onda identificada é consistente, e não artefato.
P300 no diagnóstico diferencial entre TPAC e TDAH
Esta é a aplicação clínica que mais traz pacientes ao INAB. Criança que não responde ao ser chamada, que se perde em instruções longas, que sofre em sala de aula barulhenta — o quadro descrito por pais e professores é praticamente idêntico nas duas condições.
Testes comportamentais dependem de motivação e colaboração naquele dia. O P300 não. Ao fornecer uma medida eletrofisiológica de atenção auditiva e velocidade de processamento, ele agrega evidência objetiva ao raciocínio clínico, que é então integrado ao exame PAC e à avaliação multiprofissional. O resultado não é um carimbo — é uma peça a mais, e uma peça que não se altera conforme o humor do paciente.
Aplicações em adultos e idosos
Em adultos, o P300 é usado quando a queixa cognitiva tem componente auditivo e precisa ser objetivada:
- Queixa persistente de compreensão em reuniões, aulas e ligações, com audiometria normal.
- Investigação de TPAC em adultos, inclusive de instalação tardia.
- Monitoramento de declínio cognitivo leve em sua interface com a audição.
- Acompanhamento objetivo de processos de reabilitação auditiva e cognitiva, comparando traçados antes e depois da intervenção.
- Avaliação após lesão neurológica com repercussão no processamento auditivo.
- Investigação complementar em quadros de fadiga auditiva e esforço de escuta desproporcional.
Preparo e condições do exame
O P300 é o exame do INAB mais sensível ao estado do paciente, porque mede exatamente aquilo que o cansaço degrada. Um traçado obtido em alguém que dormiu quatro horas não representa a capacidade real daquela pessoa.
Por isso: durma bem na véspera, evite excesso de cafeína, lave o cabelo sem creme ou óleo para melhorar o contato dos eletrodos e informe na anamnese todos os medicamentos de uso contínuo — alguns psicotrópicos afetam latência e amplitude, e essa informação precisa constar do laudo para que a interpretação seja correta. A suspensão de qualquer medicação só acontece com autorização do médico prescritor.
Onde fazer o exame P300 em Brasília
O INAB atende na Rua das Paineiras, 3 — Bloco A, Sala 409, Edifício Cosmopolitan, Águas Claras, Brasília — DF, com acesso pela EPTG, pelo Pistão Sul e pelo Metrô-DF.
Atendemos pacientes do Plano Piloto, Sudoeste, Octogonal, Lago Sul, Lago Norte, Guará, Park Way, Taguatinga e Vicente Pires. Como o exame exige atenção sustentada por cerca de 40 minutos, priorize horários de bom rendimento. Agende pelo WhatsApp (61) 99965-5533.
Perguntas frequentes
O P300 diagnostica TDAH?
Não isoladamente. Nenhum exame auditivo fecha o diagnóstico de TDAH, que é clínico e multiprofissional. O P300 fornece evidência objetiva de atenção auditiva e velocidade de processamento, contribuindo no diagnóstico diferencial com o TPAC.
Qual a diferença entre P300 e PEATE?
O PEATE registra a via auditiva até o tronco encefálico nos primeiros milissegundos e não exige participação. O P300 registra a resposta cortical por volta dos 300 ms e exige que o paciente esteja acordado e atento à tarefa.
Latência aumentada significa doença?
Não por si só. A latência aumenta naturalmente com a idade, e por isso a comparação é sempre com valores de referência da faixa etária. O achado só ganha significado quando integrado ao quadro clínico e aos demais exames.
Preciso responder durante o exame?
Sim. O paciente identifica os estímulos sonoros raros dentro da sequência apresentada. Essa tarefa é o que gera a onda analisada — sem engajamento, não há P300 para medir.
Medicamentos interferem no resultado?
Alguns psicotrópicos podem afetar latência e amplitude. Informe todos os medicamentos em uso na anamnese para que constem do laudo. Nunca suspenda medicação por conta própria: qualquer ajuste depende do médico prescritor.
Quanto tempo dura o exame?
Cerca de 40 minutos, incluindo colocação dos eletrodos, explicação da tarefa e registro com repetição para confirmar a reprodutibilidade da resposta.