Exame de Processamento Auditivo Central (PAC) em Brasília
Quando a audição é normal e a compreensão não é
O exame de Processamento Auditivo Central (PAC) em Brasília é realizado no INAB — Instituto de Neuroaudiologia de Brasília, unidade em Águas Claras, Região Administrativa do DF. A avaliação investiga o que o sistema nervoso central faz com o som depois que ele deixa o ouvido.
Ouvir e entender são operações diferentes. A orelha capta; o cérebro interpreta. Quando essa segunda etapa falha, o audiograma continua normal e a pessoa segue reclamando de algo que ninguém consegue medir — até que a avaliação do PAC seja feita. É o exame que dá nome e número a uma queixa que costuma ser confundida com desatenção, desinteresse ou preguiça.
TPAC não é perda auditiva, e não é TDAH
O Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC) descreve uma dificuldade nas habilidades auditivas centrais com audição periférica preservada. Ele se confunde facilmente com outras condições porque compartilha sintomas — mas exige conduta própria.
- Perda auditiva periférica — o som chega enfraquecido. No TPAC, o som chega íntegro e é mal processado. A audiometria separa os dois.
- TDAH — a dificuldade de atenção é generalizada, em qualquer modalidade sensorial. No TPAC, ela é predominantemente auditiva e piora muito com ruído de fundo.
- Dislexia — há sobreposição real, já que ordenação e resolução temporal sustentam a decodificação fonológica. As condições podem coexistir.
- Transtorno de linguagem — a avaliação fonoaudiológica de linguagem corre em paralelo e complementa o diagnóstico.
- Coexistência — é comum encontrar mais de uma condição no mesmo paciente. Por isso o laudo precisa ser descritivo, e não apenas classificatório.
As habilidades avaliadas na bateria
A avaliação é feita em cabine acústica, com fones, e cada teste isola uma competência específica do sistema auditivo central:
- Figura-fundo auditiva — separar a voz relevante do ruído competitivo.
- Fechamento auditivo — reconstruir a mensagem quando parte do sinal se perde.
- Ordenação temporal — identificar a sequência correta de estímulos sonoros.
- Resolução temporal — detectar intervalos muito breves entre sons, base da discriminação de fonemas.
- Interação binaural — integrar em uma percepção única o que chega por cada orelha.
- Separação binaural — atender a uma orelha e ignorar a outra deliberadamente.
- Memória e atenção auditiva — reter e manipular a informação ao longo de uma instrução.
Bateria comportamental somada a exames objetivos
Testes comportamentais dependem de colaboração, motivação e estado do paciente naquele dia. São essenciais, mas se beneficiam de contraprova objetiva — e é isso que o INAB acrescenta ao protocolo básico.
Aplicamos, conforme o caso, o P300, que mede eletrofisiologicamente atenção e velocidade de processamento cortical, e o PEATE/BERA, que verifica a integridade da via até o tronco encefálico. Cruzar desempenho comportamental com registro elétrico é o que sustenta um diagnóstico diferencial confiável — especialmente quando há hipótese de TDAH em paralelo.
A idade mínima e por que ela existe
A avaliação completa do PAC é indicada a partir dos 7 anos. Não é uma convenção administrativa: antes disso o sistema auditivo central ainda está em maturação, os valores de referência não se estabilizaram e um desempenho abaixo do esperado pode refletir simplesmente idade, não transtorno.
Isso não significa esperar de braços cruzados. Em crianças menores com queixa auditiva, investigamos a audição periférica com audiometria, impedanciometria e EOA, tratamos o que for tratável — otites de repetição, por exemplo — e reavaliamos na idade adequada. Intervir cedo no que é possível é diferente de aplicar um teste inválido.
Onde fazer o exame PAC em Brasília
O INAB atende na Rua das Paineiras, 3 — Bloco A, Sala 409, Edifício Cosmopolitan, Águas Claras, Brasília — DF, com acesso pela EPTG, pelo Pistão Sul e pelas estações do Metrô-DF.
Recebemos pacientes do Plano Piloto, Sudoeste, Octogonal, Lago Sul, Lago Norte, Guará, Park Way, Taguatinga e Vicente Pires. Reserve cerca de uma hora e meia para a avaliação completa e escolha um horário de bom rendimento — a bateria exige concentração sustentada. Agende pelo WhatsApp (61) 99965-5533.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre TPAC e TDAH?
No TDAH a dificuldade de atenção é generalizada, atingindo qualquer modalidade sensorial. No TPAC ela é predominantemente auditiva e piora de forma marcante em ambientes ruidosos. As duas condições podem coexistir.
O exame PAC pode ser feito antes dos 7 anos?
A bateria completa, não — o sistema auditivo central ainda está em maturação e os testes perdem validade. Em crianças menores investigamos a audição periférica, tratamos o que for tratável e reavaliamos na idade adequada.
Quanto tempo dura o exame?
Cerca de 60 minutos para a bateria de testes centrais. Somando a audiometria e a impedanciometria obrigatórias antes, reserve aproximadamente uma hora e meia.
Preciso fazer audiometria antes?
Sim, é obrigatório. Sem confirmar que a audição periférica está normal, um resultado alterado nos testes centrais pode estar apenas refletindo uma perda auditiva não diagnosticada.
O que vem depois do diagnóstico?
O laudo descreve quais habilidades estão alteradas e em que grau, o que direciona o plano de terapia em Processamento Auditivo Central e as orientações para escola, família e trabalho.
Adultos fazem o exame PAC?
Sim. É indicado para adultos com queixa persistente de compreensão em reuniões, aulas, ligações e ambientes ruidosos, especialmente quando a audiometria está normal.