Impedanciometria em Brasília
Rinite, tuba auditiva e ouvido tampado: o exame que fecha o diagnóstico
A impedanciometria em Brasília é realizada no INAB — Instituto de Neuroaudiologia de Brasília, com unidade em Águas Claras, Região Administrativa do DF. O exame mede como a orelha média responde ao som: a mobilidade do tímpano, a pressão dentro da caixa timpânica e a integridade dos reflexos acústicos.
Em Brasília, essa investigação tem peso adicional. O clima seco e os longos períodos de baixa umidade agravam quadros de rinite e sinusite, e a inflamação das vias aéreas superiores repercute diretamente na tuba auditiva — o canal que equaliza a pressão da orelha média. Daí a frequência com que ouvimos aqui a queixa de “ouvido tampado” sem dor e sem infecção aparente.
As curvas timpanométricas e o que cada uma indica
O resultado da timpanometria é um gráfico — o timpanograma. Sua forma é classificada em tipos, e cada tipo aponta para um cenário clínico distinto:
- Tipo A — pico normal de mobilidade em pressão próxima de zero. Orelha média funcionando bem.
- Tipo As — pico presente, porém raso. Sugere rigidez do sistema, como em otosclerose ou timpanoesclerose.
- Tipo Ad — pico muito amplo. Indica sistema excessivamente flácido, como em desarticulação ossicular ou monomérica timpânica.
- Tipo B — curva achatada, sem pico. Compatível com líquido na orelha média ou, se o volume do conduto estiver aumentado, com perfuração timpânica.
- Tipo C — pico deslocado para pressão negativa. É a assinatura da disfunção da tuba auditiva, comum em quem tem rinite.
- Volume equivalente do conduto — parâmetro que diferencia curva B por efusão de curva B por perfuração ou tubo de ventilação.
Sintomas que justificam a investigação
A impedanciometria costuma ser solicitada quando há queixa mecânica, e não apenas perda de audição:
- Sensação persistente de ouvido tampado, entupido ou com pressão.
- Estalos ao engolir, bocejar ou assoar o nariz.
- Autofonia — ouvir a própria voz ecoando dentro da cabeça.
- Desconforto em viagens de avião ou em mudanças bruscas de altitude.
- Otites médias de repetição, principalmente em crianças em idade pré-escolar.
- Rinite alérgica ou hipertrofia de adenoide com queixa auditiva associada.
- Perda auditiva de instalação súbita, que exige diagnóstico diferencial rápido.
Um exame objetivo: por que isso importa
Impedanciometria não depende de o paciente dizer se ouviu. O equipamento mede uma propriedade física da orelha média, e a medida é a mesma se o paciente é um bebê de dois meses, uma criança agitada ou um adulto que não fala português.
Essa característica resolve um impasse clássico da audiologia pediátrica: a criança que “não responde” em uma avaliação comportamental. Ela não responde porque não ouve, porque não entendeu a tarefa, ou porque não quis colaborar? A impedanciometria remove essa dúvida do caminho ao mostrar objetivamente se há líquido na orelha média bloqueando a condução do som.
Como o exame se integra à avaliação audiológica
No INAB, a impedanciometria nunca é lida sozinha. Ela é a peça que dá sentido às outras:
- Audiometria — a comparação entre via aérea e óssea ganha confirmação objetiva com o timpanograma.
- Emissões Otoacústicas — só são interpretáveis com orelha média íntegra; uma curva B explica uma EOA ausente sem que haja lesão coclear.
- PEATE / BERA — a presença de componente condutivo muda a leitura das latências.
- Exame PAC — exige orelha média normal como pré-requisito para validade dos testes centrais.
- Todos os exames em Brasília — panorama completo do que realizamos.
Onde fazer impedanciometria em Brasília
Atendemos na Rua das Paineiras, 3 — Bloco A, Sala 409, Edifício Cosmopolitan, Águas Claras, Brasília — DF, com acesso pela EPTG, pelo Pistão Sul e pelo Metrô-DF.
Pacientes do Plano Piloto, Sudoeste, Octogonal, Lago Sul, Lago Norte, Guará, Park Way, Taguatinga e Vicente Pires chegam com facilidade à unidade. Sempre que possível, agendamos impedanciometria e audiometria na mesma visita — o laudo conjunto é significativamente mais conclusivo. Agende pelo WhatsApp (61) 99965-5533.
Perguntas frequentes
O que significa timpanograma tipo B?
Curva achatada, sem pico de mobilidade. Com volume de conduto normal, sugere líquido na orelha média (otite média com efusão). Com volume aumentado, sugere perfuração timpânica ou tubo de ventilação funcionante.
Curva tipo C é grave?
Não costuma ser grave, mas merece atenção. Indica pressão negativa na orelha média por disfunção da tuba auditiva, quadro frequente em quem tem rinite alérgica. Se persistir, pode evoluir para acúmulo de líquido.
É um exame doloroso?
Não. Você sente apenas uma leve variação de pressão no ouvido e ouve um tom grave contínuo por alguns segundos, sem qualquer procedimento invasivo.
A impedanciometria mede o grau da perda auditiva?
Não. Ela avalia a mecânica da orelha média. Quem mede os limiares auditivos é a audiometria — os dois exames respondem perguntas diferentes e se complementam.
Rinite pode alterar o resultado?
Sim, e é justamente um dos motivos para fazer o exame. A inflamação das vias aéreas superiores compromete a ventilação da tuba auditiva e costuma se manifestar como curva tipo C ou tipo B.
Meu filho tem otite de repetição. Com que frequência repetir?
O intervalo é definido clinicamente conforme a evolução do quadro e a conduta do otorrinolaringologista. A impedanciometria é a ferramenta usada para monitorar objetivamente se a efusão está se resolvendo.