Audiometria em Brasília
O audiograma é o começo da investigação, não o fim dela
A audiometria em Brasília é realizada no INAB — Instituto de Neuroaudiologia de Brasília, referência no Distrito Federal em avaliação audiológica e Processamento Auditivo Central. Nossa unidade fica em Águas Claras, Região Administrativa de Brasília, e recebe pacientes de todo o DF.
Audiometria é o exame que mede os limiares auditivos: o som mais fraco que cada orelha detecta em cada frequência. O resultado é o audiograma. Mas um audiograma não é um diagnóstico — é um dado. O que transforma esse dado em conduta é a interpretação: que tipo de perda é essa, onde ela se origina e o que explica a queixa que trouxe o paciente até aqui.
Os três tipos de perda auditiva que a audiometria identifica
A audiometria testa a audição por duas vias: a aérea, com fones, percorrendo todo o trajeto do som; e a óssea, com um vibrador na mastoide, que entrega o estímulo direto à cóclea, contornando orelha externa e média. A comparação entre as duas curvas classifica a perda:
- Perda condutiva — via óssea normal e via aérea rebaixada. O problema está na orelha externa ou média: cerume, otite com efusão, perfuração timpânica, alteração dos ossículos. Costuma ser tratável.
- Perda neurossensorial — ambas as vias rebaixadas e sem diferença entre elas. A alteração é coclear ou do nervo auditivo. É o padrão da presbiacusia e da perda induzida por ruído.
- Perda mista — as duas vias rebaixadas, com diferença entre elas. Há componente condutivo somado ao neurossensorial.
- Audição normal com queixa persistente — o cenário mais negligenciado. Quando o audiograma é normal mas a compreensão falha, a investigação precisa seguir para o Processamento Auditivo Central.
Como ler o grau da perda auditiva
Além do tipo, o audiograma indica o grau, medido em decibéis de nível de audição (dB NA). A classificação orienta expectativas e conduta:
- Audição normal — até 25 dB NA em adultos (o critério para crianças é mais rigoroso, até 15 dB).
- Perda leve — 26 a 40 dB. Dificuldade com fala baixa e em ambiente ruidoso.
- Perda moderada — 41 a 70 dB. Conversas em intensidade normal já ficam comprometidas.
- Perda severa — 71 a 90 dB. A fala só é percebida em intensidade muito elevada.
- Perda profunda — acima de 90 dB. Compreensão auditiva sem amplificação é praticamente inviável.
- Configuração da curva — descendente, plana ou em entalhe. O entalhe em 4.000 Hz é a assinatura clássica da exposição a ruído.
O que a avaliação audiológica do INAB inclui
Uma audiometria isolada raramente responde tudo. No INAB, a avaliação básica reúne procedimentos que se validam mutuamente:
- Anamnese detalhada, com histórico de exposição a ruído, medicamentos e queixas funcionais.
- Meatoscopia, para descartar obstrução por cerume antes de qualquer medida.
- Audiometria tonal liminar por via aérea e óssea, com mascaramento quando indicado.
- Logoaudiometria, com limiar de recepção de fala e índice de reconhecimento.
- Impedanciometria, para confirmar objetivamente o estado da orelha média.
- Devolutiva na mesma consulta e laudo com orientações e encaminhamentos.
Por que audição não tratada é um problema além da audição
A Organização Mundial da Saúde, no World Report on Hearing, chama atenção para o tempo médio que uma pessoa leva entre perceber a dificuldade e buscar avaliação — costumam ser anos. Nesse intervalo, o custo não é só auditivo.
Perda auditiva não tratada está associada a esforço cognitivo aumentado, fadiga em situações sociais, retraimento progressivo e, na literatura sobre envelhecimento, a maior risco de declínio cognitivo. Uma audiometria custa uma manhã. Não fazê-la pode custar uma década de participação social.
Onde fazer audiometria em Brasília
O INAB atende na Rua das Paineiras, 3 — Bloco A, Sala 409, Edifício Cosmopolitan, Águas Claras, Brasília — DF. Águas Claras é Região Administrativa de Brasília, com acesso direto pela EPTG, pelo Pistão Sul e pelas estações do Metrô-DF.
Recebemos pacientes do Plano Piloto (Asa Sul e Asa Norte), Sudoeste, Octogonal, Lago Sul, Lago Norte, Guará, Park Way, Taguatinga e Vicente Pires. Para quem vem do Plano Piloto, o Metrô-DF costuma ser a rota mais previsível em horário de pico. Agende pelo WhatsApp (61) 99965-5533.
Perguntas frequentes
Onde o INAB atende em Brasília?
Na Rua das Paineiras, 3 — Bloco A, Sala 409, Edifício Cosmopolitan, em Águas Claras, Região Administrativa de Brasília. O acesso é feito pela EPTG, pelo Pistão Sul e pelo Metrô-DF.
Qual a diferença entre audiometria tonal e vocal?
A tonal mede o menor som audível em cada frequência, com tons puros. A vocal (logoaudiometria) avalia o reconhecimento de fala. Você pode ouvir o tom e ainda assim não compreender a palavra — por isso as duas são feitas juntas.
Audiograma normal significa que está tudo bem?
Não necessariamente. Se a queixa de compreensão persiste com audiograma normal, a investigação deve seguir para o Processamento Auditivo Central, que avalia como o cérebro interpreta o som.
Com que frequência devo repetir a audiometria?
Para quem tem exposição ocupacional a ruído ou usa medicamentos ototóxicos, o monitoramento é periódico. Sem fatores de risco, um check-up auditivo a partir dos 50 anos e a repetição diante de qualquer mudança de percepção são razoáveis.
O INAB atende crianças?
Sim. Fazemos audiometria infantil com técnicas de condicionamento lúdico e, para bebês ou crianças que não colaboram, indicamos exames objetivos como Emissões Otoacústicas e PEATE/BERA.
A audiometria detecta zumbido?
A audiometria não mede o zumbido diretamente, mas é o primeiro passo da investigação, já que o zumbido frequentemente acompanha alterações auditivas. Protocolos complementares podem ser aplicados conforme o caso.