Exame de labirintite em Brasília
“Labirintite” é o nome popular de várias doenças diferentes
O exame de labirintite em Brasília é realizado no INAB — Instituto de Neuroaudiologia de Brasília, unidade em Águas Claras, Região Administrativa do DF. O procedimento indicado é a VENG, que avalia objetivamente a função de cada labirinto.
Vale começar por uma correção útil: labirintite, no sentido médico estrito, é a inflamação do labirinto — um quadro relativamente incomum. No uso popular, a palavra virou guarda-chuva para praticamente qualquer tontura. Essa imprecisão tem custo real: pessoas passam anos tomando medicação para “labirintite” quando têm VPPB, que se resolve com uma manobra de reposicionamento em poucas sessões.
O que costuma estar por trás da “labirintite”
Quando um paciente chega dizendo que tem labirintite, o diagnóstico real, na maior parte das vezes, é um destes:
- VPPB — Vertigem Posicional Paroxística Benigna — a causa mais frequente de vertigem. Cristais de carbonato de cálcio deslocam-se para os canais semicirculares e provocam crises breves e intensas ao mudar de posição. Tem tratamento específico e resolutivo.
- Neuronite vestibular — inflamação do nervo vestibular, geralmente pós-viral. Vertigem intensa e contínua por dias, sem perda auditiva.
- Doença de Ménière — crises de vertigem associadas a zumbido, sensação de plenitude auricular e perda auditiva flutuante.
- Labirintite propriamente dita — inflamação do labirinto, com vertigem e perda auditiva simultâneas. É a menos comum das hipóteses populares.
- Migrânea vestibular — tontura relacionada a enxaqueca, frequentemente subdiagnosticada.
- Causas não vestibulares — alterações cardiovasculares, metabólicas ou medicamentosas que produzem tontura sem envolver o labirinto.
Por que o diagnóstico correto muda tudo
Cada uma dessas condições tem uma conduta diferente, e algumas delas são incompatíveis entre si. VPPB responde a manobras de reposicionamento — não a medicação contínua. Neuronite vestibular se beneficia de reabilitação vestibular precoce, e o uso prolongado de supressores labirínticos atrapalha a compensação central. Ménière envolve manejo clínico específico.
Tratar tudo como “labirintite” com antivertiginoso de uso contínuo é, em boa parte dos casos, o pior dos caminhos: alivia o sintoma no curto prazo, atrasa a compensação natural do sistema e deixa a causa intocada. O exame existe para interromper esse ciclo.
O que a VENG mede
Eletrodos posicionados ao redor dos olhos registram o nistagmo — o movimento ocular involuntário desencadeado pela estimulação vestibular. A bateria completa investiga:
- Nistagmo espontâneo e semiespontâneo, em repouso e nas diferentes posições do olhar.
- Rastreio pendular e movimentos sacádicos, cujas alterações sugerem comprometimento central.
- Nistagmo optocinético, resposta a estímulo visual em deslocamento contínuo.
- Provas posicionais e de posicionamento, decisivas na identificação da VPPB e do canal acometido.
- Prova calórica, que estimula cada labirinto separadamente e quantifica hipofunção unilateral.
- Comparação entre os lados, base para o planejamento da reabilitação vestibular.
Sinais de alerta que pedem avaliação rápida
A maior parte dos quadros vestibulares é benigna, mas alguns sinais indicam necessidade de avaliação médica com urgência, e não apenas de exame agendado:
- Tontura acompanhada de alteração da fala, da visão dupla ou de fraqueza em um lado do corpo.
- Perda auditiva súbita associada a vertigem.
- Cefaleia intensa e de início abrupto junto com a tontura.
- Dificuldade de coordenação ou incapacidade de manter-se em pé.
- Vertigem após traumatismo craniano recente.
- Zumbido unilateral progressivo com desequilíbrio, que sempre exige investigação retrococlear com PEATE.
Onde fazer o exame em Brasília
O INAB atende na Rua das Paineiras, 3 — Bloco A, Sala 409, Edifício Cosmopolitan, Águas Claras, Brasília — DF, com acesso pela EPTG, pelo Pistão Sul e pelo Metrô-DF.
Atendemos pacientes do Plano Piloto, Sudoeste, Octogonal, Lago Sul, Lago Norte, Guará, Park Way, Taguatinga e Vicente Pires. Lembre-se de que a VENG exige preparo com suspensão prévia de antivertiginosos, sedativos e antialérgicos, sempre autorizada pelo médico prescritor. Agende pelo WhatsApp (61) 99965-5533.
Perguntas frequentes
Qual exame diagnostica labirintite?
A VENG (vectoeletronistagmografia) avalia objetivamente a função vestibular e identifica se há disfunção, qual labirinto está comprometido e em que magnitude, permitindo diferenciar as várias condições agrupadas sob o nome popular de labirintite.
Labirintite tem cura?
Depende de qual condição está por trás do sintoma. A VPPB, causa mais frequente, costuma responder muito bem a manobras de reposicionamento. Outros quadros exigem reabilitação vestibular ou manejo clínico específico.
Por que meu remédio para labirintite não resolve?
Porque supressores labirínticos aliviam o sintoma sem tratar a causa e, em uso prolongado, podem até atrasar a compensação natural do sistema vestibular. Se o quadro persiste, a investigação precisa ser refeita.
Preciso de preparo para o exame?
Sim. Antivertiginosos, sedativos e antialérgicos precisam ser suspensos previamente conforme orientação do agendamento, sempre com autorização do médico prescritor, porque mascaram a resposta vestibular.
Tontura pode ter origem no ouvido mesmo sem perda auditiva?
Sim. O sistema vestibular e a cóclea são estruturas distintas, ainda que vizinhas. É perfeitamente possível ter disfunção vestibular com audição normal — a neuronite vestibular é o exemplo clássico.
Quanto tempo dura a VENG?
Em média 40 minutos, incluindo toda a bateria de provas. Recomendamos vir acompanhado e evitar dirigir logo após o exame.